O QUE É TAXA DE JURO?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Carlos Escóssia

Podemos definir taxa como a relação entre duas grandezas, apresentada geralmente na forma percentual e milésimal e juro, podemos conceituar como a remuneração que o tomador de um empréstimo deve pagar ao proprietário do capital emprestado.
De forma genérica, podemos afirmar que a taxa de juro é uma taxa de retorno prometido. Quando é calculado sobre o montante do capital, é chamado de juros simples. O juro composto é calculado sobre um montante cada vez maior, porque está incidindo em um capital sobre o qual já foi pago uma taxa de juro. Por isso, seu resultado será sempre maior do que o juro simples. Suponhamos um empréstimo de R$ 5.000,00 a 10% ao ano. Por um período de quatro anos. Se o contrato estabelecer juros simples, o resultado será: 4x 10% de R$ 5.000,00 = R$ 2.000,00. Se o juro for composto, o resultado será:
Juros de 1 ano = 10% de 5.000,00 = R$ 500,00
Juros de 2 anos = 10% de 5.500,00 = R$ 550,00
Juros de 3 anos = 10% de 6.050,00 = R$ 605,00
Juros de 4 anos = 10% de 6.655,00 = R$ 665,50
Total = R$ 2.320,50
O juro composto é maior que o juro simples, na medida em que é calculado sobre um montante cada vez maior, seu resultado será sempre maior que o juro simples. O cálculo do juro composto pode ser simplificado mediante o uso da fórmula I = c(1+i) n-c, onde I é o juro a ser calculado; c é o capital emprestado; i é a taxa de juro; n é o número de anos ou intervalos nos qual o juro é composto.
Três fatores básicos vão contribuir para a formação das taxas de juros embutidas em qualquer título: a moeda em que será feito o pagamento, o prazo do titulo e o risco de inadimplência de seu emissor. As taxas de juros são importantíssimas no funcionamento de uma economia. Taxas de juros altas, por exemplo, podem impedi-lo de comprar um automóvel ou um imóvel financiado. E podem ao mesmo tempo, incentivá-lo a poupar, porque você receberá um prêmio maior por adiar o seu consumo. Da mesma forma que essas taxas afetam a disposição em consumir, elas também causam impacto nas decisões dos empresários. Taxas de juros altas podem adiar a expansão de uma fábrica, interferindo na geração de mais empregos e no desenvolvimento econômico de uma cidade, região ou país.
A taxa máxima de juros que um emprestador pode cobrar de um tomador de empréstimo em dinheiro é fixada por lei e denominada de “taxa legal de juros”. Tudo aquilo que for cobrado a maior é considerado usura, e penalizado nos países onde a lei é aplicada. No caso especifico do Brasil, a Constituição de 1988, fixou em 12% ao ano o máximo a ser cobrado com juro em relação a qualquer empréstimo. Ao contrario do estabelecido, aqui neste país verde-amarelo são cobradas as maiores taxas de juros do mundo, e o pior, fixadas e cobradas pelo próprio governo.
As principais taxas de juros praticadas atualmente no mercado brasileiro são:
- Over Selic: É a média das taxas das operações diárias do mercado com títulos públicos federais;
- CDI Over: Taxa de juro diário que é a média das taxas cobradas nos empréstimos entre os próprios bancos;
- TBF (Taxa Básica Financeira): Seu cálculo é baseado na amostra das taxas cobradas pelas 30 maiores instituições financeiras por volume de captação de depósitos;
-TR (Taxa Referencial): Taxa calculada pelo Banco Central com base nas taxas de juros praticados pelo mercado bancário, como os que são pagas nos CDB;
-TJLP (Taxa de Juro de Longo Prazo): Taxa criada para as operações de longo prazo do BNDES. Seu cálculo é feito com base na expectativa de inflação e na média ponderada dos títulos da dívida externa e interna.
GLOSSÁRIO
Desenvolvimento Econômico: Crescimento econômico (aumento do Produto Nacional Bruto per cápita), acompanhado pela melhoria do padrão de vida da população e por alterações profundas na estrutura da economia.
Usura: Cobrança de taxas de juros considerados exorbitantes, superiores as taxas máximas permitidas por lei. Sua aplicação configura crime contra a economia popular, punível por lei.
CDB (Certificados de Depósitos Bancários): Titulo emitido por um banco, que é vendido ao cliente como uma opção de investimento que prevê o pagamento de juros.
BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social): Órgão responsável pela liberação de recursos para maior parte das linhas de investimentos do país.

O QUE É ORÇAMENTO PARTICIPATIVO?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


Carlos Escóssia

O orçamento participativo gerou um mecanismo de gestão democrática das políticas publicas para decidir a melhor alocação dos recursos e um poderoso instrumento de redistribuição de renda, uma prática que transformou radicalmente a cultura política nacional, incorporando o cidadão a uma sintonia com a administração municipal, dando-lhe a oportunidade de conhecer as receitas e despesas da sua cidade e de participar da distribuição destes recursos. Infelizmente, em Mossoró, o orçamento participativo tem sido implementado de forma equivocada e distorcida.
Terminado o reinado da Dra. Rosalba Ciarlini, esperamos que a atual prefeita Fátima Rosado, já no seu segundo mandato, cumpra (como está proposto no seu plano de governo), a implementação real e com transparência do orçamento participativo, pois é necessário que todos entendam principalmente os gestores públicos, que o orçamento é uma lei, portanto, um documento público que não pode se transformar em uma “caixa preta” - com informações “sigilosas” ou “secretas” - que poucos podem ter acesso e que quem decide é o responsável por sua elaboração e execução.
O orçamento é público pelo seu conteúdo, pois trata das despesas destinadas a suprir as necessidades de gestão da administração pública, como também das receitas advindas da população. É público porque é elaborado num espaço público, sendo discutido, emendado e aprovado por vereadores, em sessões públicas e para ter efeito legal, obrigatoriamente é preciso ser publicado para o conhecimento dos munícipes.
A utilização do orçamento do município pode ser comparado ao orçamento familiar. É de responsabilidade do cabeça da família planejar e executar o orçamento, quanto vai dispor de receita (salário) e quanto vai gastar com: alimentação, saúde, educação, lazer, habitação, higiene, transporte, taxas e impostos etc. Mas, é necessário que todos os membros da família entendam e participem do planejamento e execução do orçamento, para alcançar o objetivo desejado. Da mesma forma deve ser procedido com o orçamento municipal. O prefeito propõe um planejamento para o orçamento público, mas é a Câmara Municipal quem aprova ou reprova, e toda a comunidade, através de suas organizações devem participar, pois o dinheiro público é do povo, é administrado pela prefeitura, mas é obtido pela contribuição de todos os cidadãos, o que vem reforçar a necessidade de todos participarem de sua destinação.
O orçamento é um instrumento político, mesmo quando não utilizado devidamente. Através dele se conserva toda uma situação de privilégio de determinados grupos ou se formaliza uma aplicação indevida e ineficaz de recursos. Também pode torna-se um elemento a ser utilizado pela sociedade para definir e exigir onde e como os recursos devem ser mais bem aplicados. Este instrumento deve conter prioridades previamente estabelecidas nas discussões – a partir dos limites da receita – e quais as políticas que devem ser elaboradas para satisfazer a necessidades da maioria da população.
A constituição de 1988 delineou uma trajetória para se fazer o orçamento. São três instrumentos de cuja elaboração a sociedade civil, através de suas entidades, podem e devem participar: Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Participar do processo orçamentário é uma das melhores formas de exercer a cidadania, porque se pode exercê-la de forma coletiva, discutindo os problemas, levantando a situação, definindo que propostas são mais importantes para o conjunto da sociedade. O surgimento do orçamento participativo criou um forte instrumento na busca da maior equidade e igualdade social, política e econômica. Participar das decisões do orçamento significa defender o patrimônio público, contribuir para reduzir as desigualdades sociais e aplicar de forma honesta e eficiente o dinheiro público.
GLOSSÁRIO
Plano Plurianual (PPA) – Trata da previsão de despesas com obras e serviços delas decorrentes e programas que levem mais de um ano. Deve ser proposto no primeiro ano de governo e depois de aprovado tem vigência nos quatro anos seguintes. É o principal instrumento de planejamento de médio prazo das ações a serem implementadas.
Lei de Diretrizes orçamentárias (LDO) – Tem vigência anual, definindo as metas e prioridades para o ano seguinte, a partir do que foi estabelecido pelo PPA. Define também as regras sobre mudanças nas leis de impostos, finanças e pessoal, além de estabelecer orientações de como elaborar o orçamento anual.
Lei Orçamentária Anual (LOA) – É o orçamento propriamente dito. É a previsão de todas as receitas e autorização de despesas públicas, apresentadas de forma padronizada e com várias classificações. Define as fontes de receitas e despesas por órgão de governo e por função, expressas em valores. Contem os programas, subprogramas, projetos e atividades que devem contemplar as metas e prioridades estabelecidas na LDO com recursos necessários ao seu cumprimento.
Planejamento – É a definição de um futuro desejado e de meios para alcançá-los. Podemos, também, definir planejamento como sendo o exercício sistemático da antecipação.
Caixa Preta – Nome popular que se dá aos sistemas cujos mecanismos internos não são acessíveis a observações

O QUE É INFLAÇÃO?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Carlos Escóssia
Com toda certeza a inflação ainda é um dos assuntos que mais amedronta a sociedade brasileira. Fala-se de inflação entre os homens do governo, nas ruas, nas feiras, nos bares e botequins, nas universidades, em toda parte. Uma minoria privilegiada conhece o significado exato do fenômeno; muitos têm idéia aproximada de suas causas e seus efeitos, enquanto a maioria nada sabe ao seu respeito, embora a sinta na própria carne.
Muitos economistas costumam de forma equivocada dar nomes especiais à inflação conforme sua natureza, origem ou intensidade, mais estatisticamente, a inflação não comporta mais que uma definição: “é o aumento continuado no nível geral dos preços”. Continuado, porque quando se verifica aumento brusco nos preços, porém de curta duração, não prolongada, voltando rapidamente aos níveis anteriores, não temos um caso típico de inflação. Assim também, observa-se em alguns períodos que certos preços baixam, enquanto outros sobem. A alta em alguns setores, compensada pela baixa em outros, não caracteriza uma situação propriamente inflacionária, eis que a inflação se mede pelo crescimento da média dos preços, não importando que, simultaneamente, os preços de uns poucos produtos baixem ao invés de subirem.
A inflação é um fenômeno universal, que se agravou á medida que os mercados competitivos deixaram de funcionar e passaram a ser substituídos por mercados monopolistas, oligopolistas e cartelizados não só a nível nacional, mas também internacional. As causas reais da inflação podem ser: acidentais ou aleatórias, tais como uma enchente, uma seca ou uma crise política; acumulativas, que seria provocada pela desvalorização cambial e a correção monetária, que resulta de uma inflação já existente, mas a realimenta; estruturais que é o domínio imperialista sobre a economia do país.
Embora seja fácil distinguir para efeitos didáticos os tipos de inflação (inflação de custo e inflação de demanda), o difícil é separar na prática, os dois tipos, uma vez que eles costumam vir intimamente associados. A inflação de custo decorre da capacidade que tem as empresas monopolista e oligopolistas de aumentarem suas margens de lucros, transferindo integralmente seus aumentos de custos para os preços. Já a inflação de demanda é ocasionada pelo crescimento do poder de compra no sistema econômico, sem a correspondente contrapartida de um aumento da produção. Neste caso, os preços são puxados para cima pelo excesso de procura.
Tal distinção conceitual entre inflação de custo e demanda, nos permite identificar as principais e mais comuns fontes de pressão inflacionárias, tais como: aumentos salariais, expansão dos créditos, desequilíbrios orçamentários, pontos estrangulamentos e outras causas aleatórias, entre as quais podemos citar: os efeitos climáticos, que resultam queda na oferta de produtos agrícolas e as variações de preços nos mercados internacionais, que produz o que certos economistas costumam chamar de inflação importada.
Finalizando, não poderíamos deixar de enfatizar que os aumentos salariais só são inflacionários (fonte de inflação), quando dados acima do rendimento marginal do trabalho. No caso específico do Brasil, não há razão nenhuma para se atribuir aos reajustes de salários, qualquer papel autônomo ou mesmo realimentador da inflação. Os reajustes salariais só constituem fatores autônomos da inflação, quando dados acima do aumento do custo de vida e da produtividade do trabalho.
Como “gato escaldado tem medo de água fria”, é bom a sociedade brasileira ir se precavendo para uma possível volta dessa doença endêmica, muito bem conhecida, que é a inflação. Doença essa que começa oprimindo os pobres em proveito dos ricos, e acaba oprimindo pobres e ricos, em proveito exclusivo dos muitos ricos, pois com já dizia Nicolas Kondor, “Uma pequena inflação é como uma gravidez é só esperar”.
GLOSSÁRIO
Monopólio -
Forma de organização de mercado nas economias capitalistas, em que uma empresa domina a oferta de determinado bem ou serviço que não tem substituto. Também pode ser definido, com o tipo de mercado onde existe a exclusividade ou privilégio de venda.
Oligopólio - Tipo de estrutura de mercado em que poucas empresas detêm o controle da maior parcela do mercado.
Custo de Vida - É o aumento nos preços dos bens de primeira necessidade, tais, com: alimentação, moradia, serviços. Etc.
Cartel - Organização de comercialização em conjunto criada por empresas do mesmo ramo de atividades, que fixam o preço de venda e as quotas de produção, com o objetivo de não concorrerem entre si.
Demanda - Na teoria microeconômica, a demanda ou procura, é a quantidade de um bem ou serviço que um consumidor deseja e está disposto a adquirir por um determinado preço e em determinado momento.
Pontos de Estrangulamentos - Setores em que a produção só pode ser aumentada a longo prazo, por meio da ampliação da capacidade de produção.
Causa Aleatória - Que independem da vontade do homem.
Rendimento Marginal - Segundo as teorias da Escola Marginalista, o rendimento marginal seria o excedente produzido.

O QUE É POLÍTICA CAMBIAL?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009


Carlos Escóssia
Instrumento da política de relações comerciais e financeiras entre um país e o conjunto dos demais países. Os termos em que se expressa a política cambial refletem as relações vigentes entre os países, com base no desenvolvimento econômico alcançado por eles.
A política cambial é constituída pela administração das taxas (ou taxas múltiplas) de câmbio, pelo controle das operações cambiais, tendo como objetivo central o mercado externo, no sentido de manter equalizado o poder de compra do país em relação aos outros com os quais este mantenha relações de troca..
Da mesma forma que todo bem tem um valor, as moedas nacionais também têm seu valor, seu preço - que é a taxa de câmbio - que expressa o preço da moeda externa em relação à moeda nacional. Se a taxa de câmbio hoje é 2.34 R$/US$, significa dizer que o preço do dólar americano, em termos do real brasileiro, é de R$ 2,34 para cada dólar.
Como todo preço, a taxa de câmbio é basicamente determinada pela “lei da oferta e da procura”. Se a procura é maior que a oferta, o preço do dólar, em reais, sobe. Se a oferta é maior que a procura, consequentemente, o preço cai. São vários os fatores que podem influenciar a oferta/demanda por dólares, daí a dificuldade que os economistas têm em prever o comportamento da taxa de câmbio.
O Banco Central é quem define o que os economistas chamam de política ou regime cambial. Existem duas políticas cambiais extremas. Na primeira, chamada de política de câmbio fixo, que é uma taxa com que os países se comprometem a manter o mesmo poder de paridade, comprometendo-se o Banco Central a satisfazer qualquer oferta ou demanda por dólares que o mercado possa necessitar. Isto é, o Banco Central entra no mercado de câmbio e diz que, para ele, o dólar vale dois reais e trinta e quatrocentavos (2.34 R$/US$), e garante a compra ou venda de qualquer quantidade de dólares que o mercado ofertar a esse preço. Neste caso o dólar fica parado em 2.34 R$/US$, porque o Banco Central anula, comprando ou vendendo dólares, qualquer seja a pressão de aumento ou queda de seu preço. A principal vantagem da taxa de câmbio fixo está na integração dos mercados internacionais em uma rede de mercados conexos, que não têm incerteza e nem são especulativos.
O outro tipo de política cambial é definido pela ausência do Banco Central no mercado de câmbio. As taxas flutuam livremente, respondendo aos efeitos da oferta e da procura. Temos, neste caso, o regime de câmbio flutuante, que possibilita o equilíbrio contínuo do balanço de pagamento.
Existe, ainda, um outro tipo de política cambial, que seria intermediária entre o câmbio fixo e o câmbio flutuante, que é a política de bandas câmbio, na qual o Banco Central não define um preço único para o dólar, e sim um intervalo (banda), dentro do qual ele pode flutuar livremente. Se a banda, por exemplo, for fixada entre 2.20 R$/2.50 R$, o Banco Central só entra no mercado se o dólar cair a 2.20 R$, entra comprando dólares, ou subir a 2.50 R$, entra vendendo dólares.
Quando um país, através do seu Banco Central, faz opção por um regime de câmbio fixo ou flutuante, é de suma importância que se tenha uma noção abalizada do valor correto do câmbio para a economia naquele momento. O conhecimento desse valor (que os economistas chamam de câmbio de equilíbrio) é o referencial que pode definir o sucesso de um regime de câmbio fixo, ou mesmo o bom funcionamento de um regime de câmbio flutuante.

O QUE É PLANEJAMENTO?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


Carlos Escóssia
De forma genérica, o planejamento é a definição de um futuro desejado e de meios para alcançá-lo. Em outras palavras, poderíamos definir planejamento como sendo o exercício sistemático da antecipação.
O princípio do planejamento é inspirado no esquema de planificação dos países socialistas, do qual se distingue por não eliminar a concorrência entre empresas no mercado, e exercer um controle mais normativo que imperativo. Até os anos 30, o planejamento era considerado incompatível com a economia de mercado. Hoje, o planejamento é utilizado nos países capitalistas, sendo comum à intervenção do Estado na economia.
Outra justificativa do planejamento nos países capitalistas é o investimento em certos setores ou atividade que ofereçam lucros duvidosos, e a longo prazo, pelo qual a iniciativa privada não se interessa, ou disponha de capital necessário, tais como: construção de estradas, hidrelétrica etc.
O planejamento econômico varia de acordo com as características de cada país (estrutura institucional, estágio de desenvolvimento, situação histórica e geográfica), e pode assumir diversas formas. Pode simplesmente introduzir o controle de preços e de políticas setoriais ou, em caráter mais amplo, orientar investimentos de infra-estruturas, tais com: indústria de base, transporte e comunicação, etc. De forma geral, as técnicas de planejamento são semelhantes quanto ao objetivo, mas costumam diferir segundo as metas, que são profundamente influenciados por fatores político-sociais. Daí que é fundamental não confundir planejamento com previsão, projeção, predição, resolução de problemas e planos.
O planejamento pressupõe a necessidade de um processo decisório que ocorrerá antes, durante e depois de sua elaboração na empresa – é um processo contínuo, cujas características básicas são: o planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes; o planejamento não é um ato isolado; o processo de planejamento é muito mais importante que seu produto final.
Na prática, podem-se distinguir três tipos de planejamento:
Planejamento Estratégico – é conceituado como um processo gerencial que possibilita ao executivo estabelecer o rumo a ser seguido pela empresa com o seu ambiente. Relaciona-se a objetivos de longo prazo e com maneiras e ações par alcança-los, que afetam a empresa como um todo.
Planejamento Tático – relaciona-se a objetivos de curto prazo, e com maneiras e ações que, geralmente, afetam somente uma parte da empresa. Tem como eixo central otimizar determinadas áreas de resultados, e não a empresa como um todo. Portanto, trabalha com decomposição dos objetivos e políticas estabelecidas no planejamento estratégico.
Planejamento Operacional – pode ser considerado como a formalização, principalmente através de documentos escrito das metodologias de desenvolvimento e implantações estabelecidas. Portanto, nesta situação, tem-se basicamente os planos de ação, ou planos operacionais.
Os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento tático, e devem conter com detalhes: os recursos necessários a seu desenvolvimento e implantação; os procedimentos básicos a serem adotados; os produtos ou resultados finais esperados; os prazos estabelecidos e os responsáveis pela sua execução e implantação.
Concluindo, é importante ressaltar que o planejamento estratégico, de forma isolado, é insuficiente, uma vez que o estabelecimento de objetivos a longo prazo, bem como o seu alcance, resulta numa situação nebulosa, pois não existem ações mais imediatas que operacionalizem o planejamento estratégico. A falta desses aspectos é suprida com o desenvolvimento e implantação dos planejamentos táticos e operacionais de forma integrada.
GLOSSÁRIO
Liberalismo - Doutrina que consolidava sua força econômica defendendo: a mais ampla liberdade individual; a democracia representativa com separação e independência entre os três poderes (executivo legislativo e judiciário); o direito inalienável à propriedade; a livre iniciativa e a concorrência como princípio básico capaz de humanizar os interesses individuais e coletivos e gerar o progresso social.
Planificação - Método de planejamento central usado nos países socialistas, em que a maior parte ou totalidade das decisões de natureza econômicas são tomadas por um órgão estatal. Pressupõe a elaboração de planos de produção rigorosos e com objetivos precisos para todos os setores da economia.
Previsão - Corresponde em verificar quais serão os eventos que poderão ocorrer, com base no registro de uma série de probabilidades.
Projeção - Corresponde à situação em que o futuro tende a ser igual ao passado, em suas estruturas básicas.
Predição - Corresponde à situação em que o futuro tende a ser diferente do passado, mas a empresa não tem nenhum controle sobre o seu processo de desenvolvimento.
Resolução de problemas - Aspectos imediatos que procuram tão somente a correção de certas descontinuidades e desajustes entre a empresa e as forças externas que lhe sejam potencialmente relevantes.
Plano - Documento que se constitui na consolidação das informações e atividades desenvolvidas no processo de planejamento; é o limite da formalização do planejamento; é uma visão estática do planejamento; é uma decisão em que a relação custo/benéfico deve ser observada.

NOTAS.....NOTAS.....NOTAS.....NOTAS......

domingo, 1 de fevereiro de 2009


Carlos Escóssia*
LÁ VEM O BRASIL ,DESCENDO A LADEIRA ...
A Dívida Externa brasileira cresceu 3,6% no período 2008/2007. Hoje ela é de nada mais, nada menos que 200 bilhões e 100 milhões de dólares. A dívida externa mede os déficits dos setores públicos e privados.

LÁ VEM O BRASIL, DESCENDO A LADEIRA...
O nosso déficit em conta corrente é de 28 bilhões e 300 milhões de dólares. Para os bestas que afirmaram que o Brasil estava imune a crise americana, é bom lembrar que esse déficit em conta corrente, é o maior nos últimos dez anos. É pouco ou quer mais?. Déficit em conta corrente é aquele que ocorre quando a soma das balanças comerciais e de serviços e de transferências unilaterais do balanço de pagamento mostra um resultado negativo, isto é, de déficit.

LÁ VEM O BRASIL, DESCENDO A LADEIRA...
Vem mais... A nossa Balança Comercial, fechou com um déficit de 250 milhões de dólares. A Balança Comercial é a relação entre as exportações e importações de um país. Quando o valor das exportações excede os das importações, o país apresenta um superávit e torna-se credor do estrangeiro; quando o valor das importações supera as exportações, o país está em dívida com o estrangeiro e apresenta um déficit em sua balança comercial.

LÁ VEM O BRASIL, DESCENDO A LADEIRA...
As Transações Internacionais entre Brasil e Argentina (exportações x importações), teve uma queda de mais de 40%, nas últimas quatro semanas. A Argentina é o segundo maior comprador de produtos manufaturados do Brasil. Produtos manufaturados são os produtos definidos como sendo feitos a mão, porém, há manufaturados industrial no qual um ou mais processo envolve máquinas – o que não deixa de ser manufaturado – pois existe uma intervenção em nível ou escala industrial humana direta.

JORNALISMO ESTATAL
Graças à Deus, a Internet tem nos proporcionado através de inúmeros blog’s locais, nos manter-mos bem informados. Pois, se fossemos depender dos jornais locais, estávamos fadados a uma permanente desinformação. É incrível como a imprensa local não cumpre a sua função primordial “que seria a de respeitar e bem informar seus leitores”.
Eu particularmente, era um leitor assíduo de todos os jornais da nossa comuna, infelizmente, a nossa imprensa escrita, chegou a um nível exacerbado de dependência ao poder público e alguns pseudo-poderosos, que tive de ser obrigado a procurar outros meios para poder me informar das coisas da nossa cidade. Sonhei um dia, que com a criação do curso de Comunicação Social da UERN, a nossa imprensa, principalmente a escrita, ia melhorar substancialmente. Infelizmente acordei, era apenas um sonho.

JORNALISMO ESTATAL
Diante, da total estatização dos nossos jornais, só tenho que agradecer ao amigo Carlos Santos, pelo prazer de poder acessar todos os dias o seu blog e me manter informado do cenário da nossa cidade. Também, tenho que agradecer ao Turbay Ponte Preta, pelo prazer de acessar o seu blog “Secos e Molhados – Crônicas quase real do nosso faz-de-conta”, que muito lembra o saudoso Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto), com o seu FEBEAPÁ.

FEBEAMO
Por falar em FEBEAPÁ, acho que em pouco tempo o amigo Turbay, terá um rico material para lançar: 1° FEBEAMO – Festival de Besteira que Assola Mossoró.

MILTON MARQUES
O Magnífico reitor da UERN, Prof. Milton Marques, decidiu que vai disputar a reeleição. Muito boa noticia, não só para comunidade universitária, mas para toda comunidade mossoroense. O professor Milton Marques, fez uma grande administração na nossa Universidade e precisará de mais quatro anos para consolidá-la. Confesso que não votei no Professor Milton Marques, pois tinha um compromisso com a candidatura do Professor Tebas, mas dessa vez o meu voto será para o professor Milton, em virtude do seu trabalho à frente da nossa querida UERN.
PS:. Uma chapa formada pelo professor Milton Marques para reitor e o professor Tebas, para vice-reitor, muito engrandeceria a nossa universidade.

*Notas...Notas...Notas...Notas ............estará na tela todos os domingos, um pouquinhos depois das seis da manhaã

RESPOSTA À INTRIGA E À DIFAMAÇÃO


Carlos Escóssia*
Vivemos um mundo de anonimato, onde o sentimento de solidariedade e reconhecimento do “outro”, é buscado fervorosamente através de slogans, campanhas e propagandas. A solidão cada vez mais deixa de ser imposta, para ser optativa, como se pudesse ser encontrada no silêncio, a paz que se busca a todo instante. Com a violência crescente, todos se protegem, se fecham, se cercam de grades e cadeados; os muros das residências são aumentados, os portões eletrificados; os vidros dos carros fechados, o dinheiro é escondido e teme-se até a sombra do próprio corpo ou o eco da própria voz.
Talvez o mais cruel e doloroso de tudo isso, seja perceber que o agente causador de todos esses transtornos, somos nós mesmos, representados na pessoa de outrem. O individualismo egoísta, que busca o melhor para si e anula os demais, promove um viver confuso e estressante. Wilhelm Reich alerta para os malefícios que esse fenômeno provoca e tenta despertar a todos dessa inércia, com um apelo contundente, sério e um tanto ríspido, quando exclama: ESCUTA, ZÉ NINGUÉM!
E a quem ele se refere? A você, a mim, a qualquer um e a todos nós, participantes ativos ou passivos, da ciranda da vida. Cada um desses é personagem irreconhecível em meio ao papel insípido que desempenha. São “ninguém”, porque se acomodam em não ser mais do que isso. Acumulam-se em multidão, clama valores nunca concedidos, reclamam direito sempre violados, sonham ganhos nunca alcançados, almejam circunstâncias improváveis, desejam sonhos impossíveis, esquecem rapidamente o passado, manipulam erroneamente o presente e não alimentam expectativas coerentes e substanciosas para o futuro.
Os ideais que lhes sustentam são frágeis e alheios às suas necessidades. São como que implantados em seus cérebros e por eles incorporados, como se naturais o fossem. Uma inércia absolutamente controlável, parece se abater sobre esses indivíduos, que vão incorporando idéias e valores que não são seus e permitindo que se fragmentem por completo, o que lhes é próprio. Por isso, o autor grita: “ESCUTA, ZÉ NINGUÉM!...(...) Nenhuma força policial do mundo poderia prevalecer contra ti se tivesses ao menos uma sombra de respeito por ti próprio na tua vida cotidiana se tiver a profunda convicção de que, sem teu esforço, a vida na terra não seria possível por nem uma hora mais. (...) chamam-te ‘proletário do Mundo’, mas não te dizem que tu, és responsável pela tua vida, em vez de seres responsáveis pela honra da pátria” (WILHELM REICH, 1993:29).
As palavras transmitem a noção de valor humano que o autor vislumbra em cada Zé Ninguém que habita este país. Um valor obscurecido, esquecido por sob as inumeráveis figurações plurais que são maciçamente difundidas para que se possam ser absorvidas como individuais. E esse coletivo alheio e distante, vai aos poucos, substituindo o que deveria ser peculiar a cada um e nesse processo é que se constrói o Zé Ninguém; esse que luta pelo que jamais será seu, que acredita no que lhe convém, que apreende o que lhe sufoca e abandona o projeto de liberdade que deveria perseguir com pressa e convicção.
É com o propósito de sacudir o marasmo instalado, que esse livro foi escrito. Para que cada um olhe para si mesmo e aprenda o que lhe compõe: seus interesses, suas convicções, seus desejos, suas necessidades, suas potencialidades, seus medos, suas limitações, sua força...
O livro é um “soco no estômago”, na medida que expõe a verdade sem subterfúgios e convida para a arena, à luta pelo que será (ou não); mas é também uma tábua de salvação para os náufragos da vida uma vez que conclama para esse despertar, para que se processe uma vivência completa e plena, mesmo em suas lacunas.
O imperativo que se depreende a partir da leitura, é que urge uma auto-reflexão (de cada um e do coletivo, em uníssono), para que se perceba o que está empenhado e como desembaraçar esse nó. Além disso, a abordagem clara é de desmistificar a crença de que o caminho é um só e já foi traçado, só restando seguí-lo. Isso não é verdade. O caminho é desbravado a cada dia com ações e palavras advindas de um lugar qualquer, desde que reflita o ensejo de mudança do cenário que ai está. Portanto, se você não ocupa hoje neste país, um cargo ou função que lhe possibilite alterar o rumo das coisas; se você faz parte dos milhões que assistem estupefatos ao ininterrupto passar de dias sem que o cenário sofra mudanças substanciais; você certamente integra a incalculável multidão de Zé Ninguém, a que se refere o auto. E se sua posição e condição não lhe satisfazem, se você não analisa como satisfatória a situação do nosso país e do nosso viver; então você não pode se omitir, não pode fechar os olhos para a mensagem de Wilhelm Reich nos confia neste livro. Escuta: A vida e o mundo te pertencem, levanta e assume teu nome, para que não mais exista motivos para alguém denominar-te de Zé Ninguém.
*Este artigo foi motivado pela leitura do livro: ESCUTA ZÉ NINGUÉM! De Wilhelm Reich – Publicações Dom Quixote, 11 ed. Lisboa, 1993.