O QUE É O IGP-10?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O IGP-10 (Índice Geral de Preços 10) é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). Medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais. Como é calculado o IGP-10?O IGP-10 mede a evolução de preços no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual. Ele é formado por 60% do IPA-10 (Índice de Preços por Atacado-10), 30% do IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor-10) e 10% do INCC-10 (Índice Nacional de Custos da Construção-10). Esses indicadores medem itens como bens de consumo (um exemplo é alimentação) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção, entre outros). Entram, além de outros componentes, os preços de legumes e frutas, bebidas e fumo, remédios, embalagens, aluguel, condomínio, empregada doméstica, transportes, educação, leitura e recreação, vestuário e despesas diversas (cartório, loteria, correio, mensalidade de Internet e cigarro, entre outros). O IGP-10 mede a inflação para que parcela da população?Abrange toda a população, sem restrição de nível de renda.Para que é usado o IGP-10?Reajustes de tarifas públicas, contratos de aluguel e planos e seguros de saúde (nos contratos mais antigos).
Fonte: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

O QUE É O IGP?

O Índice Geral de Preços (IGP), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais. O IGP é formado pela média de três índices que refletem a economia: IPA (Índice de Preços por Atacado, com peso de 60%); IPC (Índice de Preços ao Consumidor, peso de 30%); e INCC (Índice Nacional de Custos da Construção, peso de 10%).O IGP é divulgado em três versões: IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna); IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) e IGP-10 (Índice Geral de Preços 10). O que difere as três é o período de pesquisa dos dados.O IGP-DI faz medições no mês cheio, ou seja, do dia 1º ao dia 30 ou 31 de cada mês. No IGP-M, o período vai do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês atual. O IGP-10 mede a evolução de preços no período compreendido entre o dia 11 do mês passado e o dia 10 do mês corrente. Como é calculado o IGP?Os IGPs são compostos pelos índices IPA; IPC e INCC.Os dados do IPA são pesquisados nas capitais onde haja indústrias. O IPC é o cálculo da variação de preços de produtos e serviços. A pesquisa é realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Brasília. Esse índice é formado por oito grupos: habitação (com itens como empregada doméstica e material de limpeza), alimentação, transportes, saúde e cuidados pessoais (remédios, planos de saúde e sabonete entre outros), educação, leitura e recreação, vestuário e despesas diversas (itens como cartório, loteria e mensalidade de Internet). Os dados do INCC apresentam relatórios da construção civil. As medições são feitas nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Brasília e Goiânia. Esse índice contém três grupos: materiais (azulejos, pisos e louças), serviços (aluguéis) e mão-de-obra (pedreiros). O IGP mede a inflação para que parcela da população?Abrange toda a população, sem restrição de nível de renda. Para que é usado o IGP? Reajustes de tarifas públicas, contratos de aluguel e planos e seguros de saúde (nos contratos mais antigos).
Fonte: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

COMPOSIÇÃO DE ÍNDICES ECONÔMICOS

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Carlos Escóssia


IPCA

O IPCA é calculado pelo IBGE. A área de abrangência inclui as 11 maiores regiões metropolitanas do país e sua coleta é feita pelo período de um mês completo. A divulgação ocorre em torno do dia 10 do mês subseqüente. O objetivo é medir a inflação da cesta de consumo das famílias com rendimentos de até 40 salários mínimos. Esse é o índice de preços utilizado pelo Banco Central como base para as metas de inflação do país
INPC
O INPC é calculado pelo IBGE. A área de abrangência inclui as 11 maiores regiões metropolitanas do país e sua coleta é feita pelo período de um mês completo. A divulgação ocorre em torno do dia 10 do mês subseqüente. O objetivo é medir a inflação da cesta de consumo das famílias com rendimentos de até 8 salários mínimos.
IPC-FIPE
O IPC é calculado pela Fipe. A área de abrangência é somente o município de São Paulo e sua coleta é feita pelo período de um mês completo. A divulgação ocorre no início do mês subseqüente. O objetivo é medir a inflação da cesta de consumo das famílias com rendimentos de até 20 salários mínimos. Esse é o índice de preços mais antigo do país, iniciado em 1939.
IGP-DI
A FGV calcula os IGPs (IGP-10, IGP-M e IGP-DI), que possuem metodologia idêntica e diferem somente no período de coleta e na data de sua divulgação. A área de abrangência inclui as 12 maiores regiões metropolitanas do país. Os períodos de coleta são: IGP-10 - do dia 11 do mês anterior ao dia 10 do mês de referência; IGP-M - do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência; IGP-DI - mês completo. A data de divulgação é de até 10 dias após o final do período de coleta, aproximadamente. Os IGPs são calculados pela ponderação da inflação medida por três subíndices. O principal é o IPA, com peso de 60% e que mede a inflação dos produtos agrícolas e industriais no atacado. Já o IPC tem um peso de 30% e mede a inflação da cesta de consumo das famílias com rendimentos de até 33 salários mínimos. Por fim, o INCC tem peso de 10% e mede a inflação do setor de construção civil. O IGP-M é utilizado como indexador de títulos emitidos pelo governo e em operações do mercado financeiro.
IGP-10
A FGV calcula os IGPs (IGP-10, IGP-M e IGP-DI), que possuem metodologia idêntica e diferem somente no período de coleta e na data de sua divulgação. A área de abrangência inclui as 12 maiores regiões metropolitanas do país. Os períodos de coleta são: IGP-10 - do dia 11 do mês anterior ao dia 10 do mês de referência; IGP-M - do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência; IGP-DI - mês completo. A data de divulgação é de até 10 dias após o final do período de coleta, aproximadamente. Os IGPs são calculados pela ponderação da inflação medida por três subíndices. O principal é o IPA, com peso de 60% e que mede a inflação dos produtos agrícolas e industriais no atacado. Já o IPC tem um peso de 30% e mede a inflação da cesta de consumo das famílias com rendimentos de até 33 salários mínimos. Por fim, o INCC tem peso de 10% e mede a inflação do setor de construção civil. O IGP-M é utilizado como indexador de títulos emitidos pelo governo e em operações do mercado financeiro.
IGP-M
A FGV calcula os IGPs (IGP-10, IGP-M e IGP-DI), que possuem metodologia idêntica e diferem somente no período de coleta e na data de sua divulgação. A área de abrangência inclui as 12 maiores regiões metropolitanas do país. Os períodos de coleta são: IGP-10 - do dia 11 do mês anterior ao dia 10 do mês de referência; IGP-M - do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência; IGP-DI - mês completo. A data de divulgação é de até 10 dias após o final do período de coleta, aproximadamente. Os IGPs são calculados pela ponderação da inflação medida por três sub-índices. O principal é o IPA, com peso de 60% e que mede a inflação dos produtos agrícolas e industriais no atacado. Já o IPC tem um peso de 30% e mede a inflação da cesta de consumo das famílias com rendimentos de até 33 salários mínimos. Por fim, o INCC tem peso de 10% e mede a inflação do setor de construção civil. O IGP-M é utilizado como indexador de títulos emitidos pelo governo e em operações do mercado financeiro
Fonte: site do HSBC

O QUE É AGRONEGÓCIO?



Carlos Escóssia


Palavra inglesa que significa mercadoria é usualmente utilizada nas relações comerciais internacionais, que é o intercâmbio de bens e serviços entre países, resultante de sua especialização na divisão internacional do trabalho.
O termo commodities designa um tipo particular de mercadoria em estado bruto ou produto primário de importância comercial, como é o caso do café, da juta, do chá, do açúcar, do algodão, do cobre, do minério de ferro, da soja, do estanho etc. Como ilustração, podemos citar um exemplo prático. “As carnes de ovinos e caprinos são commodities, mas a carne de sol do seridó é um produto diferenciado com valor agregado.” Alguns centros notabilizaram-se como importantes mercados desses produtos – commodity exchange.
Por serem o commodities produtos de grande importância no mercado internacional, seus preços acabam sendo balizados pelas cotações dos principais mercados, conhecidos como mercado de commodities, que são os centros financeiros onde são negociadas estas mercadorias. A quase totalidade das transações é realizada a termo, isto é, acerta-se o preço, para pagamento e entrega da mercadoria em data futura, em geral 30, 60, 90 até 180 dias.
As bolsas de mercadorias desempenham um importante papel de mercado centralizador para as transações do commodities, realizando negócios tanto com estoques existentes quanto com estoques futuros, exercendo um papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preços provocadas pelas flutuações da procura e reduzindo os riscos dos comerciantes. As bolsas de mercadorias são livres ou regulamentadas e seus regulamentos gerais ou particulares determinam as condições do seu funcionamento, após aprovação por decretos ministeriais.
Na prática as bolsas de mercadorias estão abertas apenas aos profissionais, os corretores de mercadorias. As cotações são fixadas após discussão entre eles, de maneira que a oferta se iguale à procura. Existe duas espécies de cotações: a do disponível e a da entrega a prazo.
Atualmente, as principais bolsas de mercadorias são as de Chicago, Nova York e Londres,que regulam os preços de quase todo o comercio internacional. No Brasil, a primeira bolsa de mercadoria foi a do Rio de Janeiro, inaugurada em 1912, na qual se faziam negócios com o café, o açúcar e o algodão. No ano de 1920, a bolsa do Rio de Janeiro foi substituída pela bolsa de café, que servia também para transações de açúcar e algodão. Em 1913, o governo de São Paulo criou a bolsa de café de Santos e, em 1917, abriu a bolsa de mercadorias de São Paulo.

O QUE É DUMPING?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Carlos Escóssia
Dumping, de forma geral, é a comercialização de produtos a preços abaixo do custo de produção. Por que alguém faria isso? Basicamente, para eliminar a concorrência e conquistar uma fatia maior de mercado.
A definição oficial desse termo, que ao pé da letra significa liquidação, está no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (Gatt, das iniciais em inglês), documento que regula as relações comerciais internacionais.
A rigor, o dumping diz respeito às vendas ao exterior, mas ele também pode acontecer no mercado interno. Os dumping ocorrem, normalmente, em duas situações. A primeira é quando determinado setor recebe subsídios governamentais e, por isso, consegue exportar seus produtos abaixo do custo de produção. Um exemplo bastante conhecido são os subsídios concedidos aos agricultores da Europa e dos Estados Unidos, que freqüentemente prejudicam as vendas brasileiras ao exterior. A segunda situação é quando alguma empresa decide como estratégia, arcar com os prejuízos das vendas a preços baixos para prejudicar, ou até mesmo eliminar algum concorrente. No Brasil, houve suspeita de que grandes cadeias estrangeiras de supermercado praticaram dumping para tirar do mercado estabelecimentos menores.
Os casos de dumping no comércio internacional são resolvidos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), que condena severamente essa prática. As concorrências dentro de um país devem ser resolvidas por alguma instância de defesa da concorrência.
No Brasil, esse órgão é o Cadê.

O QUE É UM CAPITAL HUMANO?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


Carlos Escóssia
Diante do atual paradigma emergente, baseado na sociedade global, enquanto não conhecermos o valor econômico da educação estaremos construindo um futuro parecido com o passado e não muito diferente do presente. Em outras palavras, estaremos fadados a um permanente atraso sócio-politico-econômico e sobretudo cultural.
Por capital humano, devemos entender o conjunto de investimentos destinados à formação educacional e profissional de determinada população. O índice de crescimento do capital humano é considerado um dos indicadores (no caso, o mais importante) do desenvolvimento econômico.
No caso especifico do nosso país, não se tem mostrado preocupação com os estudos que revelam ser os investimentos em capital humano a força motriz do processo de desenvolvimento econômico e social. Não existem estudos direcionados para avaliações de cálculos relativos ao retorno social em educação e não se tem procurado apurar a influência da qualificação das pessoas sobre a distribuição de renda do país. São bandeiras como essas que devem nortear a sociedade civil e, sobretudo, os educadores (não confundir com empresários da educação), no sentido de barrar o processo de privatização das universidades.
Entendemos, como têm procedido os países desenvolvidos, a necessidade de o governo brasileiro tratar com maior ou simplesmente com seriedade, a educação, com investimentos maciços que tornem o acesso ao ensino menos dependente da renda, ou do perfil de riqueza familiar. Dessa forma, estaria contribuindo para impulsionar o processo de desenvolvimento, ao mesmo tempo que se poderia fornecer respostas alocativas corretas sobre as taxas de retorno à educação, de modo a corrigir o perfil da distribuição da renda nacional.
De um modo geral, inclusive nos estudos para o Brasil, as taxas de retorno sociais a investimentos em educação são bem maiores do que as taxas de retorno ao capital fixo, o que sugere ser relativamente mais importante investir no homem do que em máquinas. Quanto à distribuição de renda, o pressuposto básico da análise teórica é que os investimentos em educação elevam a produtividade dos indivíduos, permitindo-lhes obter, no mercado de trabalho, salários proporcionalmente mais elevados.
Diante do exposto, e de acordo com a moderna teoria econômica, que preconiza o processo de crescimento basicamente como uma questão de eficiência, e afirma que para crescer o importante é investir bem os recursos da sociedade, definindo-se as alternativas de investimentos de forma abrangente. É fundamental compreendermos, com clareza, o conceito de capital, para incluir o capital humano e não apenas o capital fixo convencional.
Entendendo-se que os gastos com o aperfeiçoamento da base de recursos humanos sejam vistos como investimento, contribuir-se-á para a melhoria qualitativa da força do trabalho. O Estado precisa entender a educação não como custo, mas como investimento. Afinal, como exigir do trabalhador ser polivalente, aprendendo e dominando as novas tecnologias, com investimentos tão pouco em educação, como é o caso do governo brasileiro, que nos últimos dez ano, investiu 3,2% do PIB em educação, enquanto que o Chile, México, Argentina e Bolívia, nossos vizinhos, investiram, respectivamente, 3,6%, 3,8%, 9,9%, e 16,6%; a Bélgica, Dinamarca e Holanda investiram 10%. Para citar países mais pobres que o nosso: Colômbia, Mauritânia, Bertin e o Paraguai investiram cerca de 20%.
Assim, fica cada vez mais evidente que a dinâmica da economia mundial tem se dado especialmente nos setores de alta tecnologia, que em geral requerem altíssimos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Dessa forma, o processo de inovação, especialmente nas áreas dinâmicas, tende a restringir-se aos países que priorizam o capital humano, e ai muitas vezes se observa a cooperação entre empresas, centro de pesquisas e universidades, com o fim de garantirem a hegemonia nas áreas dinâmicas. Isso porque um país que leva em consideração o enorme potencial representado pelos investimentos em capital humano cresce mais rapidamente que os demais. Hoje, com esse novo paradigma baseado na sociedade global, constata-se que os países que mais evoluíram são justamente os que cuidaram da sua base de recursos humanos, o que demonstra o acerto da nova teoria.

GLOSSÁRIO
Desenvolvimento Econômico: Crescimento econômico (aumento do Produto Nacional Bruto per cápita), acompanhado pela melhoria do padrão de vida da população e por alterações profundas na estrutura da economia.
Mudança de Paradigma: Mudança de modelo, padrão, rumo, norte, etc.
Distribuição de Renda: Maneira como se distribui, entre os participantes da produção, o resultado de sua atividade no processo produtivo. É tradicionalmente estudado do ponto de vista de uma distribuição funcional, isto é, da repartição da renda segundo os fatores de produção: trabalho, capital, tecnologia e recursos da natureza. Essa repartição se realiza por meio do pagamento de salários, juros, lucros e da renda da terra.
Capital: É um dos fatores de produção, formado pela riqueza e que gera renda. É representado em dinheiro e também pode ser definido como todos os meios de produção que foram criados pelo trabalho e que são utilizados para a produção de outros bens.
Capital Fixo: Em termos de contabilidade de uma empresa, é aquele representado por imóvel, máquinas e equipamentos. É também chamado do ativo fixo.
Globalização: Fim das economias nacionais e a integração cada vez maior dos mercados, dos meios de comunicação e dos transportes.

CRIANÇA E ADOLESCENTE: PRIORIDADE SOCIAL OU “ADEREÇO POLITICO”


Carlos Escóssia
A criança e o adolescente transformaram-se em notícia: estão nas páginas dos jornais e revistas, nos noticiários e programas de televisão, nos debates acadêmicos e científicos, na informalidade das conversas cotidianas. Discutem-se o que fazer, como agir, quem é o responsável, quais as alternativas de solução. Muito já se escreveu sobre o assunto e se hoje o faço também, não é por mera repetição. Quero abordar o que me parece mais importante e absurdamente relegado a segundo plano; ou seja, qual o verdadeiro objetivo de toda essa “encenação”?, O que se almeja alcançar com e para a criança e o adolescente?
As autoridades envolvidas na atual campanha contra a violência e a exploração sexual de crianças e adolescentes, não se mostram convincentes nas formas de engajamentos que adotam. O interesse maior parece ser pessoal, com a programação de shows musicais, discursos inflamados e cuidadosamente adaptados às linguagens apiscopal, luzes, câmera, ação: palavras eloqüentes, gestos ensaiados e o dever parece está cumprido.
A sociedade, no entanto, parece não aceitar esse conchavo de estratégias políticas, que fazem uso do problema para estabelecerem contato com um povo, que eles desconhecem por completo. A campanha é imprescindível, o tema é inadiável, a questão é urgente e insustentável. Louvável a idéia, indiscutível a necessidade de assim proceder, mas eis que falta um ingrediente básico: profissionais sérios e competentes, dispostos a assumir as rédeas da situação. Porque, entendo ser indispensável o envolvimento de técnicos e autoridades especificas e profissionalmente envolvidos com a problemática. Cumpre alertar, porém, que não deve ser indicados cargos e funções, mas indivíduos de conduta integra, moral intocável e caráter irretocável, para que, cônscios de potencial qualitativo que possuem, possam empregá-lo com o propósito de reverter um quadro social degradante, que assusta, preocupa e angustia a população deste país e principalmente a de Mossoró.
Precisamos na verdade, de ação mais que intenção; de esforços mais do que tentativas; de atos, mas do que projetos teóricos; de pontos finais que respondam nossas interrogações, mas do que exclamações ou reticências sem fim... Queremos mais respeito, mais probidade, mais convicção, mais indivíduos que se dignem a acompanhar de perto o que se faz de concreto no dia-a-dia da cidade, contribuindo para equacionar a problemática supramencionada.
Enfim, gostaria em nome das crianças e adolescentes, pedir um basta aos políticos inescrupulosos que usam suas imagens nos períodos eleitorais, nas propagandas políticas com beijos e abraços e muitas afetividades falsas e depois que se elegem os tratam de forma fria, leviana, hedionda e cretina, afirmando que a problemática que os envolvem é uma questão conjuntural.